Receita

Quanto ganha o dono de um aplicativo de corridas?

A conta que ninguém mostra: de onde sai o dinheiro, quanto fica e o que trava o crescimento.

7 min de leituraAtualizado em

Resposta curta

O dono do app ganha uma porcentagem de cada corrida, e quem define essa porcentagem é ele. Numa cidade com 25 motoristas fazendo 6 corridas por dia, com corrida média de R$ 14 e comissão de 15%, a operação gera cerca de R$ 8.190 por mês em comissão bruta, com custo de plataforma de R$ 327 no mesmo período. O que decide o tamanho disso não é a cidade, é quantos motoristas estão realmente rodando.

De onde vem o dinheiro: as três formas de cobrar

Existe uma ideia errada de que o dono do app ganha com a corrida. Ele não ganha: quem faz a corrida é o motorista, e o dinheiro do passageiro é do motorista. O que o dono ganha é a taxa por usar a plataforma que arrumou aquele passageiro.

Essa taxa pode ser cobrada de três jeitos, e dá para misturar os três no mesmo app, por categoria:

Porcentagem por corrida

O jeito mais comum, entre 10% e 20% em cidades pequenas e médias. O sistema calcula sozinho, corrida a corrida, e desconta do saldo do motorista. Vantagem: quem roda pouco paga pouco, e o motorista novo não se assusta.

Plano semanal ou mensal

Valor fixo por motorista, com corrida ilimitada. É o modelo que mais agrada motorista experiente, que roda muito e odeia ver a porcentagem subir. Vantagem para você: receita previsível, que não depende do movimento da semana.

Crédito pago adiantado

O motorista compra crédito antes de rodar e o sistema vai descontando. Quem fica sem crédito é bloqueado automaticamente, sem você precisar cobrar ninguém. É o que mais reduz calote em cidade onde todo mundo se conhece.

Nada disso passa por nós: o que você cobra do motorista é seu por inteiro. A AppEm7 não fica com percentual de corrida.

A conta, de verdade

Vamos usar um cenário conservador de cidade do interior: 25 motoristas ativos, 6 corridas por dia cada um, 26 dias no mês. Isso dá 3.900 corridas no mês.

Com corrida média de R$ 14 e comissão de 15%, a comissão bruta fica em R$ 8.190. O custo da plataforma é R$ 327, a mensalidade de R$ 327, fixa: não muda com o número de corridas.

Sobram os custos que são seus e variam com o tamanho da operação: divulgação, alguém para atender motorista no WhatsApp, e o tempo que você gasta. No começo, quase tudo isso é o seu próprio tempo.

ItemMês
Corridas no mês3.900
Comissão bruta (15%)R$ 8.190
Custo da plataforma- R$ 327
Sobra antes da divulgaçãoR$ 7.863

Números de exemplo, não promessa. Mude o ticket para R$ 10 ou a comissão para 12% e a conta muda. O simulador da página inicial refaz tudo com os seus números.

O número que decide tudo: motorista ativo

Toda a conta acima é o produto de dois números: quantos motoristas estão rodando e quantas corridas cada um faz. E os dois se puxam. Passageiro que abre o app e não acha carro não abre de novo; motorista que fica online sem receber chamada desliga o app.

É por isso que a primeira fase de uma operação nova não é sobre propaganda para passageiro, é sobre motorista. Com 5 motoristas o app funciona, mas o passageiro espera. Com 20 a 30 numa cidade pequena, o tempo de espera cai a ponto de a pessoa parar de chamar pelo WhatsApp e passar a chamar pelo app.

  • Menos de 10 motoristas: dá para testar, mas a espera afasta passageiro.
  • 20 a 30 motoristas: o ponto em que a coisa começa a se sustentar sozinha em cidade pequena.
  • 50 ou mais: a operação vira rotina e o crescimento passa a vir de indicação.

O que come o lucro sem você perceber

Três coisas derrubam a receita de um app de corridas, e nenhuma delas é o preço da plataforma.

Corrida combinada por fora

O motorista pega o passageiro pelo app uma vez e passa o telefone. Da segunda vez em diante, a corrida acontece fora do sistema e a sua comissão some. Resolve-se com regra clara, com histórico dentro do app e com o passageiro tendo motivo para continuar no aplicativo, como cupom e crédito.

Calote de motorista

Comissão que vira dívida e nunca é paga. O jeito de acabar com isso é não deixar a dívida existir: crédito adiantado ou bloqueio automático a partir de um limite, os dois já no sistema.

Comissão por corrida cobrada pela plataforma

Se a empresa que fornece o seu app fica com um valor de cada viagem, esse custo cresce exatamente quando você cresce. Nas contas acima, R$ 0,80 por corrida seriam mais de R$ 3 mil por mês saindo da operação.

Veja também, no detalhe

Perguntas

Perguntas frequentes

Entre 10% e 20% é o intervalo praticado em cidades pequenas e médias. Começar em 10% ou 12% ajuda a atrair os primeiros motoristas, que são os mais difíceis. Quem decide é você, e dá para mudar quando quiser, por categoria.

Dá, e a maioria começa assim. O trabalho pesado é o começo, cadastrar os primeiros motoristas. Depois disso o dia a dia é olhar o painel e resolver o que aparece, algo perto de uma hora por dia.

Prazo a gente não promete. Faça a conta com os seus números no simulador da página inicial: ele mostra o que entra por mês na sua cidade, já descontando o que você paga pra plataforma. Depende de quantos motoristas você junta e do movimento da cidade.

Não. O pagamento vai direto para o motorista (dinheiro, Pix, maquininha ou cartão dentro do app), e a sua comissão é calculada e cobrada dele pelo sistema. Nada do que você fatura vem para a AppEm7.

Cidades de 20 mil a 50 mil habitantes têm app rodando e dando resultado, porque lá o táxi é caro e a concorrência de aplicativo grande não existe. O que não funciona é cidade sem motorista disponível: o teste é conseguir 10 pessoas dispostas a rodar.

Faça a conta com os números da sua cidade

O consultor monta a projeção com o seu ticket, a sua comissão e o número de motoristas que dá para conseguir aí.

R$ 1.297uma vez +R$ 327por mês
R$ 327a cada 15 dias
R$ 397por mês, sem adesão

menos de R$ 22/dia

menos de R$ 14/dia

Só paga com o app pronto