Custos

Quanto custa criar um app tipo Uber na sua cidade?

Os quatro caminhos que existem hoje, o preço real de cada um e as contas que quase nunca entram no orçamento.

8 min de leituraAtualizado em

Resposta curta

Mandar programar do zero custa de R$ 45 mil a R$ 100 mil e leva meses. Comprar um código-fonte pronto sai barato na compra e caro no ano seguinte, porque alguém precisa manter aquilo rodando. Plataformas que cobram por corrida saem de graça no começo e ficam com R$ 0,60 a R$ 1,00 de cada viagem para sempre. Um app com a sua marca já pronto, como o da AppEm7, custa R$ 1.297 uma vez e R$ 327 por mês, fixos, sem cobrança por corrida e nada de comissão sobre o que você fatura.

Os quatro caminhos, lado a lado

Quem procura o preço de um aplicativo de corridas recebe orçamentos que variam de graça a cem mil reais. Não é falta de honestidade do mercado: são quatro produtos diferentes com o mesmo nome. A tabela abaixo é o resumo do que você paga em cada um no primeiro ano.

O que muda de verdade não é o valor da entrada, é onde o custo mora depois. Um caminho cobra tudo na frente e some. Outro cobra pouco na frente e come uma parte de cada corrida, todo mês, para sempre.

CaminhoEntradaDepoisPrazo
Programador ou agência, do zeroR$ 45 mil a R$ 100 milmanutenção e servidor por conta sua4 a 12 meses
Código-fonte pronto (uber clone)R$ 2 mil a R$ 15 milservidor, atualização e quem conserta1 a 3 meses, se der certo
Plataforma que cobra por corridaperto de zeroR$ 0,60 a R$ 1,00 por viagem, sempresemanas
App pronto com a sua marca (AppEm7)R$ 1.297 uma vezR$ 327/mês, sem comissão7 dias

Antes de comparar preço, compare o que acontece no mês 13. É lá que os quatro caminhos deixam de se parecer.

O que quase nunca entra no orçamento

Quando alguém orça um aplicativo de transporte, costuma orçar a tela. O aplicativo é a menor parte do problema. Um app de corridas é um sistema que precisa estar de pé às duas da manhã de domingo, achar o motorista mais perto em segundos, cobrar certo e não perder corrida quando o sinal do celular oscila.

Estes são os custos que aparecem depois da assinatura do contrato, e que decidem se o projeto sobrevive ao primeiro ano:

  • Servidor e banco de dados rodando 24 horas por dia, com a conta subindo conforme o movimento cresce.
  • Mapa e rota: cada endereço buscado e cada traçado desenhado na tela é cobrado por quem fornece o mapa.
  • Notificação no celular do motorista, que é o que faz a corrida chegar em quem está na rua.
  • As duas contas de desenvolvedor das lojas, a do Google e a da Apple, cada uma com a sua regra e a sua cobrança.
  • Revisão da Apple e do Google a cada nova versão, com o app podendo voltar reprovado por detalhe de política.
  • Alguém de plantão para o dia em que o app parar. E ele vai parar em algum dia.

O custo escondido do código-fonte pronto

Comprar o código por R$ 5 mil parece o melhor negócio da lista até a primeira atualização obrigatória do Android. Aí você descobre que precisa de um programador para subir a versão nova, e que o preço dele por hora não cabe no que a operação fatura ainda. Escrevemos sobre isso em detalhe na página sobre uber clone.

O custo escondido da comissão por corrida

Uma cidade média com 40 motoristas fazendo 6 corridas por dia gera cerca de 7.200 corridas por mês. A R$ 0,80 por corrida, são R$ 5.760 por mês saindo da sua operação, todo mês, e crescendo exatamente quando você cresce. Nesse volume, a mensalidade fixa custa uma fração disso.

Por que a AppEm7 custa R$ 1.297 e não R$ 60 mil

Porque o sistema não é feito para você: ele já existe e já roda. O mesmo miolo que vai rodar o seu app roda os aplicativos de centenas de outras cidades ao mesmo tempo, e já passou de 1,3 milhão de corridas. O que a gente monta em 7 dias é a sua camada: nome, logo, cores, tabela de preço, categorias e as duas publicações nas lojas.

É a mesma lógica de alugar uma cozinha industrial pronta em vez de construir uma. Você não paga o forno, paga o uso. E se um problema aparece, ele é consertado uma vez e todo mundo recebe o conserto junto.

Na prática: R$ 1.297 uma vez (à vista no Pix, ou 3x de R$ 567 no Pix, ou 12x no cartão) e R$ 327 por mês, fixos, sem cobrança por corrida nem por motorista. Nenhum percentual do que você fatura vem para a gente.

O pagamento só acontece depois que o app está pronto com a sua marca e você aprovou. Antes disso não sai dinheiro nenhum.

Em quanto tempo esse dinheiro volta

A conta que interessa não é a do custo, é a do retorno. O dono do app ganha uma porcentagem de cada corrida (quem decide quanto é você, dentro do painel). Numa cidade pequena, com 20 motoristas fazendo 6 corridas por dia a R$ 14 a corrida e 15% de comissão, a operação gera algo perto de R$ 7.500 por mês em comissão bruta.

Descontando a mensalidade, sobra folgadamente mais do que a adesão. Quanto tempo isso leva pra cobrir a adesão depende de quantos motoristas você junta e de quanto a sua cidade roda, e não é coisa que se prometa em número de meses. O simulador da página inicial faz essa conta com os seus números, sem pedir cadastro.

  • Você define a porcentagem por categoria: carro, moto, entrega, frete.
  • Dá para cobrar plano semanal ou mensal do motorista em vez de porcentagem.
  • Dá para trabalhar com crédito pago adiantado, e o sistema bloqueia quem fica devendo.

Como pedir um orçamento sem ser enrolado

Se você está falando com mais de uma empresa, estas seis perguntas separam proposta séria de proposta bonita. Faça todas por escrito, no WhatsApp mesmo, e guarde a resposta.

  • O preço inclui a publicação nas duas lojas, com a minha conta ou com a de vocês?
  • Vocês cobram alguma coisa por corrida, hoje ou a partir de algum volume?
  • Quanto custa a mensalidade e o que exatamente ela cobre?
  • Em quantos dias o app está publicado, contando a partir do pagamento?
  • Quando o Android ou o iPhone mudar a regra, quem sobe a versão nova e quanto custa?
  • Se eu quiser sair, o que acontece com a minha base de motoristas e passageiros?

A resposta da segunda pergunta é a mais cara da lista. Comissão por corrida é o único custo que cresce junto com o seu sucesso.

Veja também, no detalhe

Perguntas

Perguntas frequentes

Existem plataformas que não cobram entrada, mas todas se pagam de outro jeito: comissão sobre cada corrida, limite de motoristas ou marca delas dentro do seu app. Grátis na entrada quase sempre significa caro no ano seguinte, e você não é dono do que construiu.

Na AppEm7 são R$ 327 por mês, fixos, sem cobrança por corrida. Nessa mensalidade já entram servidor, banco de dados, mapas, notificação para o motorista, atendimento e as melhorias do sistema. Fazendo por conta própria, só a infraestrutura costuma passar disso antes mesmo do primeiro motorista rodar.

As contas de desenvolvedor são das lojas, não da empresa que faz o app: a do Google é uma taxa única e a da Apple é anual. Na hora da conversa a gente combina se a publicação sai na sua conta ou na nossa, e o que muda em cada caso.

Não. Dá para começar no CPF só para ver se a cidade responde. Quando o dinheiro começa a entrar, o caminho normal é abrir um MEI ou uma empresa, mas isso é decisão sua e fica para depois.

A adesão e a mensalidade são as mesmas para qualquer cidade, e não mudam com o movimento: não tem cobrança por corrida nem por motorista. Com 100 ou 10 mil corridas no mês, você paga R$ 327.

Quer o número fechado para a sua cidade?

Um consultor olha o tamanho da sua cidade, quem já atua lá e quantos motoristas dá para conseguir, e diz se faz sentido. Se não fizer, ele fala na hora.

R$ 1.297uma vez +R$ 327por mês
R$ 327a cada 15 dias
R$ 397por mês, sem adesão

menos de R$ 22/dia

menos de R$ 14/dia

Só paga com o app pronto