Comparação

Comprar um uber clone vale a pena?

O que o anúncio do código-fonte não conta sobre os doze meses seguintes.

6 min de leituraAtualizado em

Resposta curta

Vale para quem já tem programador na equipe e quer controle total do código. Não vale para quem quer operar: o código-fonte é a parte barata do problema, e o caro é manter aquilo no ar, atualizado nas duas lojas e funcionando às duas da manhã. Na prática, o custo do primeiro ano de um uber clone costuma passar o de uma plataforma pronta, que sai por R$ 1.297 uma vez e R$ 327 por mês.

O que você recebe quando compra um código-fonte

Um pacote de arquivos e um manual de instalação. Isso é literalmente o produto. O anúncio mostra telas bonitas e uma lista de recursos, e tudo aquilo existe mesmo: o problema não é o que vem, é o que não vem.

Depois que o arquivo chega, alguém precisa fazer todas estas coisas antes da primeira corrida acontecer:

  • Contratar servidor, banco de dados e configurar tudo, com o sistema no ar 24 horas por dia.
  • Criar as contas de mapa, notificação e pagamento, e colocar cada chave no lugar certo do código.
  • Compilar os dois aplicativos, com a sua marca, para Android e para iPhone.
  • Criar as duas contas de desenvolvedor e passar pela revisão de cada loja.
  • Testar corrida de verdade, na rua, com celular de verdade, e corrigir o que quebrar.

Nenhum desses passos é opcional, e nenhum deles está no preço do código.

O custo real do primeiro ano

O código custa de R$ 2 mil a R$ 15 mil, dependendo de quem vende. O que vem depois é o que decide a conta.

ItemCusto típico no primeiro ano
Código-fonteR$ 2 mil a R$ 15 mil
Instalação e publicação nas lojasR$ 2 mil a R$ 8 mil, se você não fizer
Servidor e bancopor mês, subindo com o movimento
Mapas, rota e notificaçãopor uso, cobrado por quem fornece
Programador para consertar e atualizaro item mais caro, e o mais fácil de esquecer

As três coisas que quebram um uber clone

Não é falha de quem vende. É a natureza do produto: código parado envelhece.

A loja muda a regra

Android e iPhone exigem versão nova de tempos em tempos, e mudam exigência de permissão, de privacidade e de localização em segundo plano. Quando isso acontece, o app precisa ser recompilado e reenviado. Sem programador disponível, o app sai do ar da loja e você não consegue cadastrar passageiro novo.

O código veio velho

Muito código vendido hoje foi escrito anos atrás. Ele funciona no dia da compra e não passa na revisão da loja no ano seguinte. É o mesmo motivo pelo qual o preço é baixo.

Ninguém responde às duas da manhã

Corrida acontece de madrugada, e é de madrugada que a operação para. Quem vendeu o código já entregou o produto dele. O problema, a partir daí, é seu.

Quando comprar código faz sentido de verdade

Faz sentido em dois casos, e é honesto dizer isso: se você já tem um programador que vai cuidar disso todo mês, ou se o seu negócio é vender o app para outras pessoas e você precisa mexer no miolo.

Se o seu plano é operar corrida na sua cidade e ganhar com comissão, o código-fonte é uma responsabilidade a mais numa operação que já vai exigir muito de você na rua, cadastrando motorista.

A pergunta certa não é 'quanto custa o código', é 'quem sobe a versão nova quando a loja exigir'.

A alternativa: plataforma pronta com a sua marca

Na AppEm7 o miolo do sistema já roda em centenas de cidades e já passou de 1,3 milhão de corridas. Você recebe os apps publicados com o seu nome e a sua logo em 7 dias, e a manutenção, a atualização e a revisão das lojas ficam com a gente, para todo mundo de uma vez.

O custo é R$ 1.297 uma vez e R$ 327 por mês, fixos, sem cobrança por corrida e sem comissão sobre o que você fatura. A contrapartida honesta: o código não é entregue, é um aluguel de sistema. Se ter o código na mão for inegociável para você, o caminho é outro mesmo.

Veja também, no detalhe

Perguntas

Perguntas frequentes

Vender e usar um sistema de corridas é atividade legal. O que não pode é copiar marca, logo ou nome de outra empresa. Nome, cores e identidade do seu app precisam ser seus.

Consegue, mas é a parte mais difícil do caminho. A Apple é rigorosa com app de transporte: exige política de privacidade, justificativa para localização em segundo plano e um app que funcione de verdade na revisão. Código antigo costuma voltar reprovado.

Servidor, banco, mapas e notificação são cobrados por uso, e crescem com o movimento. O item mais pesado é humano: alguém disponível para consertar. Sem esse alguém, o custo mensal parece baixo até o dia em que o app cai.

Acontece com frequência, e a saída costuma ser migrar a operação para uma plataforma mantida, levando a marca e a base de motoristas. A troca é feita num dia combinado, sem parar o atendimento.

Veja o sistema rodando antes de decidir

O consultor mostra o app do passageiro, o do motorista e o painel funcionando, com dados de verdade.

R$ 1.297uma vez +R$ 327por mês
R$ 327a cada 15 dias
R$ 397por mês, sem adesão

menos de R$ 22/dia

menos de R$ 14/dia

Só paga com o app pronto